OI !

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sexta-feira, 19 de março de 2010

AS ROSAS NÃO FALAM


As rosas não falam
(1976)


Samba-Canção

Música e letra: Cartola ( Angenor de Oliveira )



Bate outra vez

Com esperanças o meu coração

Pois já vai terminando o verão

Enfim,

Volto ao jardim

Com a certeza que devo chorar

Pois bem sei que não queres voltar

Para mim

Queixo-me às rosas,

Mas, que bobagem, as rosas não falam

Simplesmente as rosas exalam

O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos
Por fim.
Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos
Por fim



Música: As rosas não falam
Autoria: Cartola
Interpretação: Beth Carvalho

terça-feira, 16 de março de 2010

VAMOS FALAR DE VIDA....





Incrível como qualquer tipo de vida faz diferença em nosso cotidiano.
Dia desses nasceu em minha varanda um mini abacaxi.
Há alguns anos, uma orientadora do vigilantes do peso disse que colocando uma coroa de abacaxi em cima da terra de qualquer vaso, floreira ou canteiro, depois de algum tempo nasceria um mini abacaxi ou abacaxi ornamental.
E não é?
Havia 7 anos que eu estava aguardando este momento pois, plantei essa coroa assim que abri o abacaxi.
E qual não foi a minha surpresa quando brotou o meu filhote...
Meu lindo, mini e cheiroso abacaxi!
Ao degusta-lo pude sentir o quanto era doce.
Agora plantei sua mini coroa e espero novidades.
Outras vidas presentes em nosso cotidiano aconteceram há 10 dias, quando fomos ao casamento de amigos em Sta. Isabel e faziam parte da decoração das mesas, aquários com delicados peixes ornamentais. Na hora de vir embora imaginem só se as crianças não quiseram trazer...
Entre os solavancos que o carro dava equilibrávamos os aquários como dava, até chegarmos em casa.
Os 2 peixinhos batizados de Jhony Caolho ( porque não tem um olho) e Júnior porque é muito pequeno.
O Jhony vai bem mas o Jr. tentou pular do aquário e feriu-se na tampa que o protegia, criou uma espécie de fungo de nome, fungo do algodão branco.
Agora fico preocupada com o peixe doente e coloco remedinho e comidinha, troco a água e.......coitado do Junior.
Acredito que além de nós 4 moradores de nossa casa e da mimi nossa gata pelo curto brasileiro, o Jhony Caolho, o Júnior, meu abacaxi temporão e como diz meu caseiro lá da chácara, “ um monte de pé de planta”......rsrsr, muitas vidinhas ainda virão para mostrar como Deus é bom e criou a natureza que é sábia e pródiga.
Obrigada meu Deus por tanta vida...............

CAUSO MINEIRO 2

CAUSO MINEIRO


Causo Mineiro

O caboquim cordô cêdo,
ispriguíçô,
lavô as mão na gamela,
limpô uzói,
sinxugô,
tomô café,
pegô a inxada,
sivirô pra muié
I falô:
- Muiééé,
tô inoprotrabaio.

Quano q'êle saiu da casa,
ao invêiz dií prá roça,
ele subiu num pé di manga
I ficô iscundidim.
De repente
pareceu um negão,
e foi inté upé di manga
I nem si percebeu
q'o caboquim tava lá inrriba.
Pegô u'a manga...
chupô,
pegôta,
I mais ôta...,
I a muié du caboquim chegô
na janela e gritô:
- Póvim,
ele já foi!
I o negão largô as manga
I sinfurnô dendacasa du caboquim.
O caboquim,
danado de ráiva,
desceu da árvre,
pegô um facão
e intrô na casa.
Quandele abriu a porta
ele viu o negão chupano
as teta da muié,
intonsi levantô u facão e falô:
- Vai morrêêêêê negão!!!

E num é cunegão
puxô um 38 da cintura,
I pontô pro caboquim falano:
- Por que eu vou morrer?
E o cabuquim:
- Uai cê chupô trêis manga
e agora tá mamando leite.
Assim cê vai morrê,
manga cum leite faiz mar,
uai!!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

HISTÓRIA DA PINGA




Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer
até que uma consistência cremosa surgisse.

Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado).
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.

Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome "PINGA".

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "ÁGUA-ARDENTE".
Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que,com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.







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